Atualmente,
com o advento da internet, as pessoas estão muito mais presentes virtualmente
do que em qualquer outro lugar. Nas redes sociais, por exemplo, você não
precisa nem conhecer a pessoa para saber, superficialmente, o que ela está
falando, fazendo, sentindo ou do que ela gosta e com quem ela anda.
A
vida virtual surge com a contemporaneidade e se faz necessária também por conta
dela, já que na correria do dia-a-dia não se pode estar presente em todos os
lugares e muitas vezes não se consegue ver tudo e todos, muitas vezes se
ausentando da vida real, para estar presente simulacramente na vida de todos.
A
virtualidade está presente intensamente na sociedade contemporânea, e ela não é
e não deve ser considerado algo tão banal que não faça diferença na rotina,
ela, na realidade, interfere e muito nas percepções humanas, tanto
positivamente quando negativamente, mas não só em graus de adicção, e sim que a
vida virtual é um simulacro, porque tudo o que está acontecendo parece
real. Uma conversa com uma pessoa, por exemplo, se pode tirar muito
proveito disso, mesmo que isso não tenha acontecido presencialmente, mas
pode-se perceber na vida real. Eu, por exemplo, estou aqui me vendo fisicamente
e usando um instrumento chamado computador, via uma ferramenta chamada internet
e criando uma relação com quem estou conversando do outro lado da rua, cidade,
país, mundo, universo ou sei lá, e essa outra pessoa, está, basicamente, igual
a mim, aprendendo comigo e criando laços afetivos, bons ou ruins e que durem
muito ou não. Isso não é basicamente igual à vida real?
Numa
rede social, se pode compartilhar o que quiser, basicamente, e o que as pessoas
costumam compartilhar é sobre os feitos de suas vidas, o que ela tem feito,
visto, vivido, expõe seus pensamentos e de quem você gosta, dentre muitas
outras coisas, é claro que sempre é um recorte de sua vida e seus sentimentos,
mas tudo isso faz diferença, tanto na vida dela, tanto na de quem lê, convive e
partilha da vida dela, não por tempo de permanência, mas por intensidade
daquilo que você aprende e desaprende.
Se
algumas pessoas passam a não ter mais significado e não agregam mais
sentimentos e valores para você, você vai simplesmente exclui-las de sua mente,
vida, ciclo e/ou rede social, mas algumas pessoas vão continuar na sua vida,
por muito ou pouco tempo, independente de estarem presentes fisicamente ou não,
e quando ela é mais importante ainda, ela se faz presente, ela quer estar
presente e demonstrar afeto a quem ela quer bem.
Tudo
o que acontece e está na sua vida é pra fazer alguma diferença, você pode lutar
contra isso, por poder estar te fazendo mal ou te perturbando, mas no fim, se
isso era pra acontecer, isso vai voltar.
O
difícil da vida virtual é que cada um tem suas maneiras de se expressar
(independente de gramática, mas ela ajuda muito!) e cada um tem sua maneira de
interpretar, com as emoções, dependendo com quem se esteja lidando, parece que
fica tudo muito mais difícil, então, cada um pode entender da maneira que bem
quiser. Então, por isso, se o assunto for delicado, é preferível a conversa
presencial, por mais que a vida virtual tenha esse papel simulacro
insano.
Deixo
então essa frase interessantíssima para maiores reflexões.
"A
razão é escrava da emoção e existe para racionalizar a experiência
emocional"
(Wilfred Bion)
Referências Bibliográficas
Baudrillard, Jean.
Simulacros e simulações. Lisboa: Relógio d'Água, 1991. 201 p.
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